Eli Iwasa x Victor Ruiz

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Nesta sexta-feira, 09 de junho de 2017, iniciamos esta série de noites dedicadas a quem gosta – e sabe – comandar uma pista por várias horas por dois dos nomes mais importantes do techno nacional: Eli Iwasa e Victor Ruiz. Long sets são a melhor maneira para um DJ contar uma história através da música, e alguns de nossos DJs favoritos são conhecidos especialmente por eles.

Victor Ruiz vem construindo uma trajetória brilhante, com uma evolução constante de sua música que o levou a uma sólida carreira internacional e uma agenda atribulada no Brasil. Comemorando o topo da parada de Progressive House no Beatport com um EP pela Sudbeat, selo de Hernan Catttaneo, Victor sempre teve passagens inesquecíveis pelo Club 88, e desta vez, vem para um long set especial, ao lado de Eli Iwasa que o recebe e faz o warm up da noite.

Eli Iwasa segue sua jornada ano a ano, em constante fluxo de energia. Talvez, a formula do seu sucesso e conquista, não parar jamais, não se acostumar com óbvio e nem deixar o coração se aquietar. Antes de partir para uma turnê na Europa, ela nos presenteia com um long set e podemos apostar que será surpreendente, repleto de referências e muitas novidades das suas últimas pesquisas.

Os dois, queridos que são, toparam responder algumas perguntas para o nosso site. Antes de ler, confirme presença no evento AQUI e garanta seu nome na lista de entrada.


Quantos anos de carreira?

EI - Como DJ 15 anos, com noite produzindo eventos e como diretora artística, 17 anos.
VR – 10 anos indo pra 11.

O que te influenciou a seguir como DJ?

EI - Sempre amei música e não queria fazer outra coisa da vida. Quando era adolescente pensava que teria uma banda ou seria jornalista de alguma revista de música; acabei me formando em publicidade, e comecei a fazer festas logo depois da faculdade – larguei o diploma no fundo da gaveta e nunca mais olhei para trás. Ganhei meu primeiro disco de techno do Chris Liberator… e isto serviu de incentivo para comprar ainda mais discos, e finalmente um curso na Fieldzz para aprender a tocar… e comecei como muito gente, tocando no final de muitos afters da casa de amigos DJs. Quando ninguém mais queria tocar, eu me arriscava nas pickups. Eu só comecei a tocar profissionalmente quando senti que poderia realmente fazer um bom set. E olha que tive “mestres” respeitáveis, Djs como o Mau Mau e o Camilo Rocha que foram muito generosos comigo, me davam dicas, mostravam discos, e principalmente, me inspiraram a dar os primeiros passos como DJ.
VR – na verdade comecei como produtor. Tive bandas de Heavy Metal e sempre compus músicas, e quando me apaixonei pela música eletrônica many years ago eu decidi que não seria diferente. Obviamente, como produtor quis testar minhas músicas na pista e comecei a tocar. Demorei uns anos até ter coragem de tocar minhas próprias produções (rs).

Qual a sua primeira lembrança relacionada a música?

EI - Sempre falo que minha babá Lucia foi fundamental para as primeiras lembranças afetivas ligadas a música – ela que gostava de Michael Jackson, Steve Wonder e de Led Zeppelin, me ajudava a escolher meus primeiros compactos e discos. A gente se divertia indo ao antigo Jumbo Electro e seu departamento de discos, eu comprava 7” dos Jackson Five e das Patotinhas, ou uma coletânea de rock junto com o disco do Trem da Alegria (hahaha). Um dos meus maiores prazeres era chegar em casa da escola, e ficar horas a fio dançando e cantando na sala, com o volume bem alto, completamente imersa naquele universo.
VR – Difícil pois escuto música desde muito novo. Com certeza, vem da minha família. Provavelmente de quando eu era bem novo, tipo uns 4 ou 5 anos de idade, eu dividia quarto com meu irmão e ele sempre colocava algum CD de Metal ou Rock na hora de dormir. Me lembro de ter ouvido muito Metallica, Iron Maiden e Megadeth.

Artistas preferidos para se ouvir em casa?

EI - São tantos que nem sei por onde começar: Massive Attack, Tricky, FKA Twigs, Tori Amos, PJ Harvey, The Cure, Portishead, Radiohead, Nick Cave, Apparat.
VR – Curto ouvir muita coisa: mantras budistas, Depeche Mode, System Of A Down, Jack Johnson, Megadeth, Coldplay – são tantas coisas.

Seu passatempo predileto?

EI - Sou mega caseira, amo ficar em casa, ler, ir ao cinema, cuidar da Paçoca… quando tenho um tempo livre, aproveito p recarregar as baterias mesmo.
VR – Música? hahaha

Um sonho?

EI - Dois: ter um club que nos permita bookar artistas maiores ou compor line ups maiores, e ir para Islândia.
VR – Um mundo sem crueldade, onde as pessoas possam ser quem querem e trabalharem com o que amam – livres de julgamento.

Qual artista atualmente tem inspirado de forma integral – música, vida, posicionamento, parcerias?

EI - Tem muitos artistas que me inspiram da forma que lidam com suas carreiras, gosto muito daqueles que defendem sua integridade artística acima de qualquer coisa, que não se acomodam, que tem uma bagagem musical rica e a compartilham com seu público.
VR – Dois artistas: Stephan Bodzin e Thomas Schumacher.

Um long set que tenha visto e te marcado?

EI - 8h de set do Laurent Garnier no Lov.e Club em 2006.
VR – com certeza algum do Laurent Garnier que eu ainda não vi (hahahaha).

Quais os planos para o segundo semestre de 2017?

EI - Tem um plano muito importante sendo colocado em prática, mas não posso falar ainda. Só digo que tem a ver com meus sonhos.
VR – Uma grande tour na Europa de 8 semanas, passando pela Espanha, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Turquia, Líbano… Alguns releases de parcerias que fiz com Thomas Schumacher e Christian Smith, e também outros solo… Uma tour no México… Muita coisa boa pela frente.

O que podemos esperar deste long set?

EI - Espere ser surpreendido! O mais legal de fazer um long set é tocar tudo aquilo que geralmente não consegue tocar em set mais curtos, ainda mais que abro a noite. Eu amo fazer warm ups porque permite que comece com o bpm baixo, criando a atmosfera da pista e da noite.
VR – Peço pra irem de mente e ouvidos abertos pois quero tocar bastante coisa nova que tenho feito e outros sons que venho coletando nas últimas semanas. Nos vemos lá!