Raio-X: Eli Iwasa (Entourage)

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“Eu me desdobro para dar conta do recado e muitas vezes minha vida pessoal fica prejudicada com isso. Mas eu não posso reclamar porque trabalho com o que gosto de verdade. Sou uma privilegiada de trabalhar com o que eu amo, que é a música. Com o passar dos anos consegui encontrar o ponto de equilíbrio de todas as coisas. Hoje consigo deixar minha casa organizada, fazer meus trabalhos fora de São Paulo e ainda cuidar do club.”

 

Local de nascimento e onde vive atualmente?
Nasci em São Paulo, moro em Campinas.

Que ano começou a tocar e como se iniciou a sua carreira?
15 anos de noite, 12 anos como DJ! Quando comecei a fazer as festas da Groove Nation, comprei um par de pickups do irmão de uma das minhas melhores amigas, que tinha voltado do Japão e desencanado de tocar. Ganhei alguns discos, comecei a comprar outros e acabei num curso da Fieldzz com o DJ Akeen. Ficava horas praticando em casa. Comecei tocando em afters na casa de amigos – muitos dos meus amigos são DJs, e os chill outs – como eram chamados os afters na época – eram muito frequentes. Quando eles cansavam de tocar, lá pelas tantas, eu assumia as pickups, entre viradas e sambadas. Como eu me divertia! Ficava esperando ansiosa uma brecha p/ tocar! Minha primeira gig foi a convite do Pet Duo, em uma noite da residência que eles tinham no club Absinto em São Paulo.

 

Qual DJ você sonhava em dividir a cabine e dividiu?
Richie Hawtin, Sven Vath, Marco Carola, entre tantos outros. Mas gig com gostinho de realização de sonho mesmo foi dividir a cabine com Peter Hook, baixista do Joy Division e do New Order, bandas que amo de paixão.

Qual ainda sonha?
Não é bem um DJ, mas que de vez em quando faz DJ sets – Daniel Miller, produtor do Depeche Mode.

Você divide a sua carreira de DJ com alguma profissão?
(sabemos que essa é a realidade, nem todos sobrevivem apenas da música)
(sabemos que essa é a realidade do país, nem todos sobrevivem apenas da música)
Publicitária por formação, empresária e dona de club por opção, DJ por um feliz acidente de percurso.

Um set para a vida toda –  daqueles inesquecíveis ou que não saem dos headphones?
8 horas do Laurent Garnier no Lov.e Club – ouvi ao vivo, e depois uma centena de vezes o set gravado. Uma lição de música, feeling e técnica, e de tudo que um bom DJ deve ser. Fez muito marmanjo cair no choro no meio da pista de tão lindo que foi o set.

Qual fato mais surreal que já te ocorreu tocando?
Em uma Kaballah, tinha acabado de tocar à noite – o palco estava escuro e fui buscar meu drink embaixo da mesa. Não vi a caixa do retorno, tropecei e caí de cara no pé do DJ q estava tocando, com as pernas pro ar!
Saldo da festa: meu rosto inchado e roxo, a calça rasgada, o joelho ralado e uma cicatriz q tenho até hoje.

Mas o mais bizarro foi quando toquei em um camarote no Carnaval em Salvador. Estava no camarim, e não sabia quem tocaria antes de mim, até que o Luiz Caldas surgiu pela porta. Entrar depois de Tieta do Agreste, nada mais surreal que isso!

O que estava ouvindo quando respondeu as nossas perguntas?


Ela nos preparou uma playlist pra lá de especial com o que ela está ouvido atualmente. Aperta play!