Raio-X: Edu Corelli (D-Edge)

corelli

Edu Corelli é ‘haute couture’ e ícone da cena underground paulistana! Neste sábado, o DJ residente do projeto Freak Chic no D-EDGE, desembarcou na Wolf Especial Studio 88, com seu house cheio de referências deliciosas.


Local de nascimento?
São Paulo, Brasil.

Quantos anos de carreira?
Comecei em 1988 no Teatro Mambembe como discotecário, fazendo as contas.

Começou a tocar como DJ?
Subi de posto na empresa e era bilheteiro do Teatro Mambembe e de tanto ver e ouvir o Dj Wagner Parra (RIP), residente do teatro tocar, peguei gosto pelo dub, rock, reggae, ska, soul, world music e disco music.

Qual DJ sonhava em dividir a cabine e dividiu?
Não preciso mais sonhar. Sonho realizado em 2 festas: abrindo a festa do Skol Factory para Giorgio Moroder e numa edição da Freak Chic para Dimitri From Paris.

Qual ainda sonha?
Abrir uma noite para um dos mestres: Joey Negro ou Andrew Weatherall.

Você divide a sua carreira de dj com qual profissão?
(sabemos que essa é a realidade do país, nem todos sobrevivem apenas da música)
Funcionário público (lógico que não cito aonde senão o mundo vai querer virar “amigo(a)” meu, kkkkkk).

Um set para a vida toda?
Mestre Frankie Knuckles (RIP) no Tom Brasil (o primeiro Tom). Não tinha mais de 300 pessoas e ele anunciou ao microfone: “este é meu novo remix para meu grande amigo Michael, espero que gostem “. A música era “You Are Not Alone” e o amigo era “Michael Jackson”, lembro que era vinil duplo e ele mixou as faixas, deixando a musica com quase 15 minutos. Uma semiópera e a pista foi aos prantos de felicidade.

Fato mais que já te ocorreu na cabine?
1) Uma vez o alter ego meu (Dj Drag Selma Self Service), tocando numa semirave num semicirco na zona leste, e de repente a pista esvaziou, pensei comigo, acho que minha house não agradou (estava tocando “Masters At Work” – “I can´t get no sleep”) mas na verdade o povo vazou da pista pois um leão fugiu da jaula e quando vejo do alto da cabine, o bichano la embaixo deitado no meio do picadeiro/pista de dança.

2) No Clube Gloria eu organizava a Batalha de Dança, e um garoto que não estava na competição arrasou na dança, e de presente o clube oferecia um drink ou vip pass. Perguntei no microfone, “você quer um drink ou vip pass do clube?”. E o rapaz respondeu: “eu quero você e me lascou um beijão”.

3) Tocando numa festa num clube em Sorocaba (chamava Club Zero) que também fui semisócio e durou 1 mês. O clube era na rua do prefeito ou parente do mesmo na cidade, kkkk. Teve um blackout na inauguração devido a um dilúvio que deixou meia cidade sem energia e quando voltou a luz, estavam minha mãe, meu pai e minhas irmãs na pista dançando. Chorei de emoção.

O que estava ouvindo quando respondeu as nossas perguntas?
The Cure, The Smiths, Caribou, Brand New Heavies.

O que cocê em escutado com frequencia?
Há 25 anos (ou 30), tudo que sai pelo selo 4AD, um set maravilhoso do Dj Magal de pós-punk pro site DeepBeep, a house music de Sergio Amorim (da festa Mais), o pop do Daniel Martins (da Ursound), o techhouse de Exequiel Felipelli (da Freak Chic do D-Edge), a house music do Luciano Britto, o techno do Dj Alex S e o que sou über fan ever: os sets do Dj Marcio Vermelho.


Edu preparou uma playlist com suas atuais referências e aquelas músicas que sempre o acompanham. Play!